sábado, setembro 20, 2014

ELEITOR BURRO, IDIOTA, IMBECIL, VOTA ERRADO

BURRO VOTA PELAS PESQUISAS
IDIOTA VOTA EM MARIONETE
IMBECIL VOTA EM NÉSCIO
ELEITOR CONSCIENTE E INTELIGENTE
VOTA A FAVOR DO BRASIL


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[DL, 20 e 21/09/2014, p. 3]

quarta-feira, junho 11, 2014

Quem não apoia a Copa está contra o Brasil e o povo brasileiro!

Apesar das vantagens proporcionadas a qualquer nação que sedie e organize a Copa do Mundo de Futebol, a mídia tradicional e algumas pessoas impatriotas, inconsequentes, irresponsáveis têm se manifestado contra a Copa no Brasil, inclusive com arruaça e violência.
Com interesses escusos, mesquinhos, vis, a maioria dos (senão todos os) veículos da grande imprensa nacional faz jogo sujo, rasteiro, velhaco. Não tem sido diferente em relação ao Campeonato Mundial de Futebol, que será realizado pela segunda vez no Brasil.
Os tubarões midiáticos, agressivos, criminosos, prepotentes, safardanas, não se importam com a desgraça que pode ocorrer durante a Copa do Mundo de 2014, caso se repitam as ações intempestivas dos "black blocks" e demais elementos bandidos, baderneiros, vândalos, como fizeram em meados do ano passado enquanto acontecia a Copa das Confederações.
O movimento terrorista "Não vai ter copa" – criado por gente impatriota, retrógrada, maligna – vem sendo estimulado pela mídia mau-caráter, destrutiva, mal intencionada. Os barões da imprensa burguesa, golpista, reacionária, sabotadora, que torcem contra o Brasil, não estão preocupados com os prejuízos que causam ao país e ao povo brasileiro.
Pelo que se vê no noticiário da mídia de direita, fascista, nefasta, perversa, parece que a Copa do Mundo não traz nada de positivo para a economia e a população brasileira. As imprensas demagogas, hipócritas, inescrupulosas, sorrateiras falam que os custos da Copa são exorbitantes e minimizam ou ignoram as vantagens para a nossa nação.
Comparado com os gastos de Sochi 2014 – os Jogos Olímpicos de Inverno da Rússia –, os investimentos do Governo federal no Mundial de Futebol não são tão elevados quanto querem fazer crer os manipuladores maquiavélicos da imprensa marrom. O custo da Olimpíada de Sochi, da ordem de R$ 120 bilhões (cerca de US$ 50 bilhões), equivale a quatro vezes o da Copa do Mundo 2014, cujo valor deve chegar a R$ 30 bilhões. Sendo R$ 8 bilhões investidos em estádios, e o restante em mobilidade urbana, portos, aeroportos, turismo, telecomunicações e segurança.
Igualmente a outros grandes eventos – como as Olimpíadas, que o Brasil sediará em 2016 –, o Campeonato Mundial incrementa sim, e muito, as atividades e a economia brasileiras. Pelos cálculos da Ernst & Young e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o retorno à sociedade brasileira, entre benefícios imediatos e futuros, deve ultrapassar em cinco vezes o valor dos investimentos. Além da grande oportunidade de mostrar as qualidades e valorizar a imagem do país internacionalmente.
Então, se o Brasil pôde sediar uma Copa do Mundo de Futebol há 64 anos atrás, naqueles tempos bem mais difíceis, por que não haveria de ter capacidade de fazê-lo novamente agora? O país tinha, naquela época (1950), e tem hoje (2014) plenas condições de sediar e organizar uma excelente Copa do Mundo, mesmo com as críticas e as sabotagens de muita gente, principalmente da grande imprensa e dos oposicionistas impatrióticos. Quem não apoia a Copa está contra o Brasil e o povo brasileiro.
A nação brasileira de bem certamente torcerá para a Seleção Brasileira conquistar o título da Copa do Mundo no nosso país. A torcida a favor do Brasil quer ver a seleção Canarinho levantar a taça pela sexta vez no Campeonato Mundial de Futebol, que é o maior evento esportivo do "Planeta Azul".
Ressalta-se, aliás, que independentemente de vitória ou derrota, ganhando ou perdendo a "Copa das Copas", pelos resultados positivos proporcionados pela realização da Copa do Mundo, o Brasil e o povo brasileiro já são vitoriosos.
Neste momento que antecede a Copa Mundial (e as eleições), a grande mídia tupiniquim está falando (de forma subliminar) que "somos todos um só". Mas não somos todos um só néscio (drogado), como quer a imprensa conservadora, despudorada, manipuladora, corrompida, partidarista.
Os bons torcedores (eleitores), conscientes, criteriosos, sensatos, torcerão pela vitória da nossa Seleção e saberão escolher a melhor opção em 5 de outubro de 2014. O povo heroico, guerreiro, lutador desta terra adorada haverá de dar a resposta merecida a essa gentalha do "quanto pior, melhor", que torce contra o Brasil.
Quem não apoia a Copa torce contra o Brasil. Mas quem é patriota não torce contra o Brasil, não quer a desgraça da pátria amada e do querido povo brasileiro. Bom seria se todos os filhos da mãe gentil do Novo Mundo, concidadãos deste solo verde e amarelo, apoiassem a Copa e torcessem unidos a favor do Brasil.
Apesar dos oposicionistas e sabotadores, queiram ou não queiram, vai ter Copa! Ordem e Progresso e Paz no presente e no futuro! Viva o Brasil!
Nelson Heinzen,
Itajaí – SC.
[DL, 11/06/2014, p. 16]

quinta-feira, outubro 03, 2013

Julgamento político da Ação Penal 470

Estamos vendo outra vez a forte atuação do "Partido da Imprensa Golpista" (PIG, que significa porco ou porcalhão, em inglês). E das trevas da Suprema Corte do Brasil exala o cheiro do golpe jurídico-midiático.
Todo mundo sabe que aconteceu o mensalão tucano (tucanoduto), também conhecido por mensalão de Minas Gerais (valerioduto), por lá ter sido iniciado pelo então governador mineiro e atual deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB), para arranjar dinheiro inclusive para a campanha de FHC. Todo mundo sabe também do escândalo da compra de um sem-número de deputados (falou-se em bem mais de 100 – por só R$ 200 mil por cabeça?) para votar a favor da emenda constitucional que instituiu a reeleição, para que Fernando Henrique Cardoso (PSDB) pudesse ser reeleito presidente da República. E sabemos todos que o governo de FHC foi marcado por privatizações criminosas – com corrupção e favorecimento a cupinchas e compadres empresários –, que dilapidou o patrimônio público do Brasil, do povo brasileiro.
Vale lembrar ainda que, além do escândalo tucano do Paulo Preto, sobre roubalheira no governo de São Paulo, os peessedebistas foram cúmplices do mensalão do DEM, no Distrito Federal, que derrubaria o governador José Roberto Arruda (ex-DEM), após ser preso em fevereiro de 2010, dentre outros atos condenáveis e crimes cometidos pelo bando tucano e seus comparsas.
Apesar da corrupção estratosférica da organização criminosa dos partidários, asseclas e conluiados de FHC, protagonistas da maior rapinagem da história deste país, a mídia vendida e a Justiça injusta tupiniquim acobertam ou ignoram seus crimes.
E o caso da longa prática de cartel em licitações milionárias da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e do Metrô de São Paulo, nos governos paulistas do PSDB (1995-2014?) – de Mário Covas, de Geraldo Alckmin e de José Serra –, com mais um tucanoduto (propinoduto tucano), conhecido por "tremsalão", conforme denunciado recentemente pela multinacional alemã Siemens, também vai ser esquecido pela grande imprensa e a Justiça brasileira?
Mesmo com tantos desvios de dinheiro dos cofres públicos pela quadrilha de assaltantes peessedebistas e outros corruptistas, roubistas e falcatruistas aliados, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ao falar da Ação Penal 470 – o inquérito do mensalão petista –, ainda teve a cara de pau de dizer, na sexta-feira 13 (coincidentemente, o número do PT) do mês de setembro, que "não há crime sem castigo". Se os mensaleiros (sujeitos corruptos) da trupe do ex-todo-poderoso FHC fossem investigados, julgados e condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal), o povo brasileiro realmente poderia acreditar que todos os políticos criminosos seriam castigados.
E se todos os políticos corruptos/criminosos deste país, sem exceção, fossem condenados e enjaulados na cadeia, o ex-mandachuva Fernando Henrique Cardoso e sua quadrilha de malfeitores estariam vendo o sol nascer quadrado. Caso estivesse cumprindo prisão em regime fechado, o politiqueiro cínico, falso, mentiroso, traidor, ingrato Fernando Henrique (que o diria o ex-presidente Itamar Franco, se vivo estivesse) não falaria que "ficar apenas dormindo na cadeia ou passar o tempo inteiro na cadeia" não seria "uma questão transcendental".
Se os elementos dessa quadrilha de políticos salafrários, desonestos, bandidos estivessem incluídos entre os réus da Ação Penal 470 (mensalão), determinados ministros do STF provavelmente votariam diferente.
Foram necessárias (?) três sessões para que todos os 11 (onze) ministros da Suprema Corte proferissem suas decisões sobre a questão dos embargos infringentes. A segunda sessão (12/09) foi encerrada pelo presidente do STF, Joaquim Barbosa, no momento em que a votação estava empatada em 5 a 5. Havia, então (antes do voto do último magistrado), cinco votos a favor e cinco contrários ao amplo direito de defesa aos réus da Ação Penal 470.
O suspense provocado por Barbosa, protelando a decisão final do Supremo por mais uma semana, suscitou suspeitas de que a manobra teria propósito escuso. A procrastinação (adiamento) do "voto final" serviria, no mínimo, para colocar Celso de Mello – o último magistrado a votar – sob pressão da mídia e da opinião pública, como de fato ocorreria.
Como haveria de ser, na terceira e última sessão (18/09) dessa etapa do julgamento da Ação Penal 470, o decano Celso de Mello – que fora impedido de proferir sua decisão na sessão de 12 de setembro –, sem deixar-se influenciar por forças externas, votou de acordo com seu próprio juízo e entendimento legal, conforme havia indicado no início do julgamento (agosto de 2012). Ele fez o "desempate" da votação, que garantiu, enfim, o direito a um novo julgamento para metade dos réus do processo do mensalão do PT. Com o voto do ministro mais antigo do STF, o resultado final foi de 6 a 5, em favor dos embargos infringentes.
Vale ressaltar que se todos os ministros do STF tomassem decisão racional baseada nas normas e em critérios justos, não poderia ocorrer empate de 5 a 5 no placar parcial da votação da questão dos embargos infringentes. Ficou evidente que a decisão de alguns magistrados do Supremo teria sido eminentemente política.
Verifica-se, pois, que nesse julgamento duvidoso do Supremo, os fatos, as provas (ou falta/inexistência delas) e os recursos apresentados pela defesa dos réus do Mensalão são elementos secundários. A interferência e a pressão da "grande mídia" e da "opinião pública" (leia-se a imprensa e a elite conservadoras) fazem da Ação Penal 470 um julgamento espetaculoso, onde certos ministros (do STF) estariam mais preocupados com os noticiários e em satisfazer a interesses alheios do que com a aplicação de princípios legais, éticos, morais. E ainda dizem que vivenciamos um Estado democrático de Direito.
Pode-se dizer, portanto, que em razão de espuriedade e parcialidade, a Ação Penal 470 não passa de um julgamento político. Para ser uma AÇÃO correta, teriam que investigar, julgar e condenar todos os políticos ímprobos, corruptos, criminosos, de todas as agremiações políticas. Não só apenar (punir) membros de um partido ou os de um lado, notadamente os não simpáticos à elite hipócrita, sórdida, podre e à mídia despudorada, manipuladora, corrompida.
Pelo visto, enquanto só alguns malfeitores são apenados, a elite dominante e a "intelectualidade" podem roubar à vontade, que seus crimes ficam impunes. É dessa forma que se faz (in)justiça no reino da democracia e do capitalismo neoliberal dos pseudomoralistas e demagogos das elites aristocráticas e oligárquicas.
Podemos imaginar o estardalhaço da direita midiática, se ao invés do decano Celso de Mello fosse um ministro nomeado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou um magistrado "novato" indicado pela presidente Dilma Rousseff (PT), quem tivesse "desempatado" a polêmica votação do STF, decidindo a favor dos embargos infringentes no processo do mensalão. [O jurista indicado pelo presidente da República para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal deve ser sabatinado e aprovado pelo Senado Federal.]
Se não houvesse os holofotes da mídia nacional, ministros pseudodefensores da lei e da justiça certamente não teatralizariam no palco da Suprema Corte. Sem a exposição midiática exagerada, não haveria tanta discussão pessoal (alta baixaria) e tanto discurso teatral para a plateia da corte suprema (ou circo?) da (in)justiça brasileira. Se haveria algo positivo, por outro lado, a transmissão, ao vivo, dos julgamentos contribui para a banalização (ou seria bananização?) do Supremo.
O que a nação brasileira pode esperar da Justiça, se membros do STF (Supremo Tribunal Federal) – o tribunal máximo do Brasil – atuam, por vezes, para favorecer amigos ou satisfazer interesses da classe dominante!
Mas o povo brasileiro não quer julgamento político – como se verifica no caso da Ação Penal 470 –, com penalização só de alguns poucos, como sempre tem acontecido. A população brasileira gostaria que só houvesse agentes da lei e julgamentos direitos, corretos, sérios, justos nos fóruns e cortes de justiça do Brasil.
Nelson Heinzen,
Itajaí – SC.
[DL, 03/10/2013, p. T20]

domingo, abril 21, 2013

Racismo e homofobia, e arrogância e prepotência


Mesmo com um histórico de declarações homofóbicas e racistas, o deputado federal e pastor evangélico Marco Feliciano foi eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados, no dia 7 de março deste ano.
Desde então, o deputado-pastor é alvo de protestos e de acusações de movimentos sociais, que pedem a sua saída do cargo.
Além da contestação dos manifestantes brasileiros, personalidades estrangeiras também apóiam o movimento contra o deputadinho-pastorzinho mau-caráter.
É lamentável que um sujeito arrogante e prepotente, com tamanha pobreza de espírito e totalmente despreparado tenha sido conduzido pelos seus pares ao cargo de presidente da CDHM.
Deve haver algum deputado ou deputada federal competente – que não seja babaca, idiota, pateta – que possa bem conduzir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, da forma que interessa à sociedade brasileira.
Além de defenestrar o deputadinho-pastorzinho desqualificado da presidência da CDHM, o quê que o povo brasileiro deveria fazer com os políticos sem-vergonha que lá o colocaram?
Nelson Heinzen,
Itajaí – SC.


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Deve existir algum movimento evangélico sério

Por todos os cantos do país está inçado de igrejas suspeitas – principalmente dessas que surgiram nos últimos tempos – comandadas por pregadores estelionatários, enganadores, golpistas, picaretas, trapaceiros, vigaristas.
Infelizmente, há bastantes pessoas alienadas, enganadas, iludidas, trouxas que dão muito dinheiro para os falsos profetas e exploradores da fé popular.
Mesmo em um Estado que se diz laico, como o Brasil, existem políticos sacripantas calhordas que usam a religião para ofender a honra e a dignidade das pessoas, e valem-se ainda de argumentos bíblicos infundados para justificar seus atos preconceituosos e racistas.
Se o cidadão, o sacerdote e o deputado são uma só pessoa (sem apologia à trindade bíblica), não haveria diferenciação com relação à sua conduta, independente do lugar em que se encontre, seja na rua, na igreja, na Câmara dos Deputados ou em quaisquer outros lugares públicos ou não.
É lamentável a pobreza de espírito de um deputado evangélico pseudomoralista, que seria contrário à criminalização da homofobia. Só faltava ao deputado-pastor fundamentalista falastrão defender a descriminalização do estelionato, do estupro, do homicídio.
Um indivíduo arrogante que, além de sua religiosidade preconceituosa, carrega na alma o ódio e cultua o espírito de vingança, não pode exercer um cargo político, nem como representante do povo na esfera federal e nem muito menos presidir uma instituição como a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), que deveria defender a liberdade e a felicidade dos cidadãos mais desprotegidos da sociedade brasileira.
Será que a Federação Brasileira de Defesa dos Direitos Humanos (FBDH), sediada em Salvador (BA) – que, apesar de inúmeras manifestações e protestos em diversas cidades brasileiras contra o deputado e pastor evangélico Marco Feliciano (PSC-SP), após ter ele assumido a presidência da CDHM da Câmara dos Deputados, homenageou-o com diploma de defensor dos Direitos Humanos (com erro no nome: consta "Marcos" no documento) –, possui credibilidade e realmente se preocupa com a "defesa das minorias, grupos vulneráveis e a política de tolerância religiosa"?
Vale destacar que Elizeu Simões Fagundes Rosa, chefe supremo da entidade que “diplomou” Marco Feliciano, era o presidente do Conselho Federal de Direitos Humanos (CFDH), sediado no Distrito Federal, entidade esta que, em 2009, foi fechada pela Polícia Federal devido a prática de atividades ilegais, inclusive estelionato.
Além de ter sido investigado e indiciado pela Polícia Federal em vários inquéritos, Elizeu Rosa, que atuava como pastor evangélico, foi denunciado tempos atrás por estupro de uma adolescente, em Itamaraju (BA).
A julgar pela conduta do amigo e co-partidário signatário do “diploma” de Feliciano, pode-se inferir razão importante do provérbio popular que diz: “Diga-me com quem andas e dir-te-ei quem és”.
O prepotente deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) – que como pessoa, pastor e político nunca antes se preocupou com os pobres nem com os menores violentados sexualmente, como ele próprio declarou a uma revista de circulação nacional – deveria largar a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados, pegar sua trouxa e partir para o quinto dos infernos.
Apesar de o fanatismo de radicalismo religioso intolerante persistir em (quase) todas as igrejas, acreditamos que deve existir algum movimento evangélico sério preocupado em promover e defender os direitos humanos em nossa Pátria amada e idolatrada.
Todos os crentes, de todas as religiões, e não-crentes devem entender que as pessoas têm direito à liberdade e à felicidade. Que a paz e o amor estejam na alma dos brasileiros e brasileiras de boa fé (crença) e de boa-fé (conduta).
Nelson Heinzen,
Itajaí – SC.
[DL, 20 e 21/04/2013, p. T28]

quinta-feira, agosto 30, 2012

domingo, junho 12, 2011

Burrice da imprensa futebolística

No primeiro decênio de existência (1976-1985), o Joinville Esporte Clube (JEC) conquistou nove títulos estaduais, só não obtendo êxito em 1977, ano em que a Associação Chapecoense de Futebol (ACF) levou pela primeira vez a taça do Campeonato Catarinense.
Não obstante, durante a transmissão do jogo decisivo do Campeonato Catarinense, em 15 de maio deste ano, entre a Chapecoense e o Criciúma, no Estádio Regional Índio Condá, em vez de citar o título de 1977, o narrador da RBS-TV disse, erroneamente, que o time de Chapecó teria ganhado a primeira taça em 1993. O Criciúma Esporte Clube é que foi o campeão de 1993.
Considerando que é difícil (ou impossível) uma pessoa saber tudo sobre futebol, e que possa ter havido um erro de anotação, essa falha do narrador seria perdoável.
Todavia, não se pode admitir que, a exemplo de uns quantos profissionais desatinados da mídia esportiva brasileira, o narrador da TV sulista fale – como disse na hora do jogo final – que a Chapecoense, por ter feito melhor campanha, teria a vantagem de jogar por dois resultados iguais nas finais do Catarinense de 2011.
Se ao invés de sofrer uma derrota no primeiro jogo por 1 a 0, no Estádio Heriberto Hülse, e obter uma vitória no segundo, por idêntico resultado, em casa, a equipe de Chapecó tivesse perdido ambos os jogos das finais pelo placar mínimo (1x0) – que seriam dois resultados iguais – ou por qualquer outro escore adverso, teria sido campeã? Evidente que não! Porque se houvesse duas derrotas do Verdão do Oeste, por resultados iguais ou não, o título seria do time de Criciúma.
Com o título estadual deste ano, a Chapecoense conquistou quatro vezes o Campeonato Catarinense de Futebol: 1977, 1996, 2007 e 2011.
Então, apesar de já anteriormente termos falado de impróprio (e inconsistente) dito, queríamos mais uma vez ressaltar que a expressão "vantagem de dois resultados iguais" é uma burrice futebolística, que tem sido inadvertidamente propalada pela imprensa escrita, falada e televisionada.
Como se tem observado na mídia futebolística catarinense e nacional, falar bobagens não seria privilégio só do locutor (narrador, apresentador) Galvão Bueno e de um colega (ou discípulo?) seu, que é ex-jogador de futebol e comentarista novato da TV Globo.
Nelson Heinzen,
Itajaí – SC.
[DL, 31/05/2011, p. T20]

sexta-feira, outubro 29, 2010

Campanha política suja

Este ano as campanhas políticas têm sido abomináveis, deploráveis, repugnantes. Vejamos alguns casos de como funciona a campanha política suja, escrota, nojenta, de baixo nível no Brasil:

1. Sem-vergonhice da TV Globo:
Quem assistiu com atenção ao Jornal Nacional (JN), de 18 de outubro, percebeu claramente a atitude vergonhosa da TV Globo, ao mostrar-se parcial e tendenciosa, como se tem verificado em todas as eleições.
Pois ao apresentar o "dia" dos candidatos, mais uma vez o JN mostrou bastante o candidato José Serra (PSDB) fazendo e falando da campanha, parecendo que estava no horário eleitoral "gratuito", e apenas citou o nome da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff (PT), sem mostrar sequer sua imagem, dizendo, mentirosamente, que ela não teria aparecido em ato político naquele dia.
Quando acontece algum problema relacionado a petistas, a TV Globo passa dias ou semanas martelando e repercutindo exaustivamente o assunto em todos os telejornais e noutros programas televisivos. Já quanto a escândalos dos demotucanos (democratas/peessedebistas), a emissora Global – igualmente à revista Veja e outros veículos da mídia não corretos, não imparciais, não isentos – omite (nada diz ou esconde) ou, se não pode evitar (ou escapar) de mostrar os fatos, limita-se a apresentar timidamente alguma coisa.

2. Aborto da mulher do Serra:
Você sabia que Monica Serra, mulher do presidenciável tucano, também fez aborto, conforme matéria publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, no último 16 de outubro?
Você acha que essa fulana descarada teria moral para dizer, como, de fato, disse em evento público, que a petista Dilma Rousseff seria a favor de "matar criancinhas", só porque ela teria declarado há anos atrás ser a favor da descriminalização do aborto, para proteger as mulheres pobres que perdem a vida em decorrência de abortos clandestinos, dado que milhares delas morrem devido a procedimentos arriscados, improvisados, impróprios, sem as mínimas condições de segurança?
Você ainda teria dúvida de que mulheres ricas, inclusive esposas de políticos, fazem aborto em clínicas particulares, no Brasil e no exterior, na calada da noite, escondido dos amigos, da imprensa, de todo mundo?
Você não pensa que estaria havendo muita demagogia, muita hipocrisia, muita mesquinharia por parte dos falsos moralistas, sabendo-se que a descriminalização do aborto libertaria as mulheres das trevas do preconceito, sobretudo religioso, e salvaria suas vidas?

3. Politicagem suja das igrejas:
Você pensa que seria correto o ato político praticado durante uma missa na basílica de Nossa Senhora Aparecida, no dia 12 de outubro, onde sacerdotes falaram do candidato José Serra e seus correligionários, ali presentes, e chamaram ao púlpito sua esposa Monica, para entregar-lhe uma estátua da Santa para levar aos conterrâneos chilenos dela?
Você concorda com a sacanagem de padres e bispos pecadores, que têm feito campanha política nas igrejas e noutros locais, falando bem do candidato tucano, e mal do PT e da candidata petista, pedindo para votar no Serra, e não em Dilma?
Você tem alguma dúvida de onde (ou de qual partido) teria saído o dinheiro para pagar a impressão dos 20 milhões de panfletos/revistas que estão sendo distribuídos aos fiéis nas igrejas, malhando o PT e denegrindo a imagem da petista, e dizendo para votar no tucano, dos quais cerca de um milhão foi apreendido recentemente pela Polícia Federal em uma gráfica de uma filiada ao PSDB, irmã de um coordenador da campanha do Serra?
Você pensa igual ao Serra, e não vê nada de errado nesse terrorismo religioso, e acha certa a politicagem suja que pregadores católicos e evangélicos diabólicos estão fazendo nas igrejas, em que ao invés da fraternidade, andam pregando o ódio, a intriga, a intolerância, a desunião e a discriminação?
Você não acha que – no Brasil da democracia, da liberdade e da justiça, do pluralismo racial, cultural e espiritual – o eleitor tem o direito de decidir espontaneamente, sem a interferência de missionários aéticos, imorais, insolentes, o que seria melhor para o país, para todos nós brasileiros?

4. Trocas de vices do Serra:
Você ficou sabendo que o ex-governador José Roberto Arruda (ex-DEM) era o nome mais cotado para ser o vice-presidente de José Serra, só não o sendo devido ao escândalo do mensalão do DEM?
Você acredita que os tucanos teriam mandado para escanteio o pré-candidato a vice-presidente Álvaro Dias (PSDB, senador do Paraná), trocando-o pelo desconhecido e inexpressivo Índio da Costa (DEM, do Rio de Janeiro), nos últimos minutos do prazo de inscrição da chapa de José Serra, por imposição dos democratas, a troco de nada?
Você sabia que depois do primeiro turno das eleições, o grupo do José Serra cogitou trocar novamente seu candidato a vice-presidente, que, então, passaria a ser o Aécio Neves (PSDB) ou o Fernando Gabeira (PV), visando ganhar a eleição de qualquer jeito, só não o fazendo por medo de ter a candidatura de Serra cassada?
Você teria imaginado que, se fosse escolhido para vice o Fernando Gabeira, ex-fumante (?) de maconha, candidato derrotado ao governo do Rio de Janeiro, o tucano Serra prometeria liberar, caso fosse eleito, o cultivo de "cannabis sativa" e o consumo da droga no Brasil, para agradar ao companheiro verdinho, que tem defendido a descriminalização da maconha?
Você acha que os demônios (sem trocadilho com democratas) safardanas das igrejas não falam nada sobre isso porque concordam com a liberação das drogas, ou porque não querem prejudicar o candidato José Serra?

5. Escândalo do mensalão do DEM:
Você tem conhecimento de que um deputado federal democrata – que não teria feito praticamente nada pelo povo barriga-verde no Congresso Nacional, a não ser prejudicar e criticar as ações dos políticos adversários atuantes – teria dado alguns milhões de reais só para uma candidata a deputada estadual em Santa Catarina, de partido aliado, que não foi eleita, para ajudá-lo a reeleger-se?
Você saberia dizer aonde os políticos do partido Democratas (DEM) teriam arranjado tanto dinheiro para as campanhas políticas milionárias feitas no Brasil inteiro?
Você não acha que o escândalo do mensalão do DEM no Distrito Federal, que estourou em novembro de 2009, que derrubaria o governador José Roberto Arruda ("expulso" do partido), após ser preso em fevereiro de 2010 – que já houvera renunciado ao mandato de senador, em 2001, para evitar a cassação –, e que teve deputados, secretários, diretores, servidores e outras pessoas envolvidas no esquema criminoso de corrupção na gestão nefasta (desastrosa) do governo do DEM de Brasília, do qual o PSDB participava, explicaria como eles arrumam dinheiro para as campanhas eleitorais?
Você não acha que esse escândalo do mensalão do DEM, que tinha só um governador, seria fichinha perto do que haveria, supostamente, nas gestões tucanas de São Paulo e do Rio Grande do Sul, onde Yeda Crusius (PSDB) sofreu uma derrota humilhante nas urnas, e nas administrações peemedebistas de Santa Catarina, com a coligação (ou ajuntamento) dos "demos" a suas campanhas eleitorais e aos seus governos?

6. Escândalo tucano do Paulo Preto:
Você viu o escândalo do engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, ex-diretor da estatal Dersa, que segundo denúncia de políticos do próprio PSDB, teria desviado R$ 4 milhões, que seriam destinados ao suposto "caixa dois" da campanha tucana?
Você tem alguma dúvida de que o caso do Paulo Preto, que teria recebido dinheiro de empreiteiras que estão construindo o Rodoanel, em São Paulo, e não teria repassado os recursos aos tucanos, seria só uma gota no oceano de falcatruas, maracutaias, roubalheiras no governo de São Paulo?
Você concorda com o candidato Serra – cara-de-pau, cínico, falso, hipócrita, mentiroso –, que diz que isso não tem problema nenhum, porque o dinheiro roubado seria de empreiteiras privadas, não seria dinheiro público?
Você acredita que o dinheiro que os partidos e os políticos recebem (ou cobram) das empresas construtoras não sairia dos cofres públicos, se elas realizam obras superfaturadas, incluindo os custos das propinas, paras os governos municipais, estaduais e federal?
Você faz ideia de quantos processos de Comissões Parlamentares de Inquéritos (CPIs), o PSDB – do José Serra, do Fernando Henrique Cardoso (FHC), do Mário Covas, do Geraldo Alckmin – conseguiu engavetar ou arquivar no período de 16 anos em que governa São Paulo, onde o Alckmin foi eleito governador novamente?
Você já imaginou a que preço os tucanos cooptam (ou compram) partidários e parlamentares aliados para abafar as denúncias e barrar os inúmeros pedidos de CPIs apresentados por parlamentares da oposição paulista?
Você acha que se eles fossem corretos e honestos, e tivessem as mãos limpas, como andam dizendo, haveria por que temer as denúncias e impedir as investigações?

7. Escândalos do governo petista:
Você acredita que tenham ocorrido casos de roubalheira no governo petista, sem que a mídia e o povo brasileiro não tivessem tomado conhecimento?
Você acha que os escândalos petistas têm sido investigados, e que os responsáveis pelos deslizes tenham sido exonerados e punidos?
Você sabe por que a oposição – formada predominantemente por políticos do PSDB e do PFL (hoje DEM: mudaram o nome do partido só para tentar amenizar a sua má fama) –, com a cumplicidade da elite dominante e da grande mídia nacional, não quis derrubar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando estourou o escândalo do mensalão, em 2005, no seu primeiro mandato?
Você teria dúvida de que a oposição imaginava que Lula, devido ao caso do mensalão, não seria reeleito em 2006, abrindo caminho para eles retomarem facilmente o poder, sem correr riscos?
Você alguma vez pensou que eles teriam ficado com medo de entrar com um processo de impeachment contra Lula, sobretudo por terem telhado de vidro e temerem ser cassados e condenados juntos, porque o esquema do mensalão teria iniciado na época do governo FHC, pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB), em Minas Gerais, onde Aécio Neves (PSDB), senador eleito agora, foi governador por dois mandatos?
Você estaria certo de que o ex-presidente Fernando Collor de Mello caiu, em 1992, porque durante seu governo contrariou interesses dos poderosos que o apoiaram na eleição de 1989, e por ele pertencer à época ao Partido da Reconstrução Nacional (PRN), um partido nanico que nem mais existe, e que não tiraram Lula, em 2005, porque este é de um partido forte e possui enorme apoio popular, como demonstram os elevados índices de aprovação a seu governo?

8. Depende de Você votar certo ou errado:
Você não fica indignado com tudo que anda acontecendo nestas eleições, e confiaria e entregaria o comando do Brasil, do nosso país, a um grupo político sem escrúpulos, que faz campanha política suja, com o apoio de gente sem-vergonha, irresponsável, interesseira, que quer que o povo fique pobre e ignorante, para permanecer submisso aos exploradores da fé popular, ser serviçal (ou escravo) dos capitalistas brasileiros e estrangeiros, e continuar subjugado pelas elites burguesas dominantes?
Você se considera um eleitor esclarecido, inalienado, sensato, e acha que existe algum político do PSDB ou do PT ou de qualquer outro partido, que seja sério, honesto, de mãos limpas, competente, que esteja realmente interessado em trabalhar pelo bem-estar dos brasileiros e brasileiras, no qual possa votar certo, de verdade, sem medo de errar?
Nelson Heinzen,
Itajaí – SC.
[Outubro/2010]

terça-feira, outubro 26, 2010

Voto com consciência

Eleitor! Você não deve cerrar os olhos diante das propagandas e dos programas do horário eleitoral gratuito, das entrevistas e dos debates com os candidatos, dos noticiários políticos.
Para fazer a escolha certa, você precisa saber o que são, o que pensam, o que dizem, o que fizeram e o que podem os candidatos fazer pelo nosso País, por você, por todos nós brasileiros.
Inúmeros eleitores inocentes acabam acreditando nas mentiras de alguns candidatos, nas suas promessas vãs, vazias, nas suas propostas utópicas, inexeqüíveis, nas suas acusações desmesuradas a adversários, e nas falácias fabulosas inventadas pelos marqueteiros e nos pronunciamentos teatrais que alguns artistas e intelectuais servis fazem em favor de determinados candidatos nos programas eleitorais.
E isso não acontece só com a maioria dos eleitores menos instruídos. Também outros tantos brasileiros alienados, inclusive com grau de instrução superior, são facilmente iludidos e enganados por políticos que dizem que fizeram isso e aquilo e aquilo outro para e pelo povo enquanto cumpriam seus mandatos ou exerciam outros cargos relevantes no Governo. Não acreditemos em políticos demagogos, hipócritas, sorrateiros!
Todos nós brasileiros devemos estar conscientes de que a maioria dos políticos que estão aí procurando persuadir o eleitor com palavreado falso, cheio de requintes ilusórios marquetizados, estão, na verdade, mais preocupados em tirar proveitos eleitoreiros, em se locupletar, em satisfazer interesses pessoais e dos seus, do que em trabalhar efetivamente para o progresso do País e pela melhoria das condições de vida de todos os brasileiros.
Seja sensato, criterioso. Aja com consciência, sabedoria e inteligência no momento de votar. Valorize o seu voto. Vote em políticos sérios, íntegros, éticos, confiáveis.
Vote nos candidatos que são capazes de governar e de legislar bem e que estejam empenhados com a democracia, com a construção da cidadania, com a liberdade do povo brasileiro.
O eleitor que votar em branco, anular seu voto ou abster-se de votar poderá estar contribuindo, ainda que involuntariamente, para que políticos desgraçados, inconsequentes, ladrões sejam eleitos no lugar dos honestos, ilibados, lutadores, dos que realmente estariam dispostos a trabalhar pelo bem-estar do povo brasileiro.
Mostre o seu espírito patriótico! Vote com dignidade. Não venda seu voto.
Não se deixe ludibriar pelos politiqueiros. Analise com a razão. É de suma importância votar certo. O voto errado será mau para o País, será ruim pra nós todos. Vote com coragem!
Nelson Heinzen,
Itajaí – SC.
[DL, 25/10/2010, p. 17]
Nota: O texto é um excerto do artigo Patriotismo e Eleições, de 2002.

segunda-feira, outubro 11, 2010

Vote com Coragem - Presente


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OBS.: Estas imagens não são iguais às de 30/09/2010; nas segundas (estas), há um pequeno detalhe a mais (?).

sexta-feira, outubro 01, 2010

Vote com Coragem - Pretérito


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OBS.: Estas imagens não são iguais às de 09/10/2010; nas segundas (aquelas), há um pequeno detalhe a mais (?).

Engodo político do capitalismo!

Muitos defendem o capitalismo usando argumentos inconsistentes ou simplesmente apontando falhas do sistema socialista. Mas o sistema dominante no mundo atualmente apresenta várias imperfeições.
Querem nos fazer crer que vivemos numa democracia, em que as pessoas seriam livres e que todos os cidadãos seriam iguais perante a lei. Isso até consta na Constituição. Mas é uma grande mentira.
Até hoje não se apresentou tese séria alguma que comprovasse o sucesso do capitalismo, como sistema que atenderia aos interesses e as necessidades da maioria da população.
Não existe sociedade livre, justa e igualitária no socialismo e, muito menos, no capitalismo. Não pode ser considerado bom um sistema que permite o enriquecimento de uma minoria, enquanto a maioria das nações e das pessoas permanece pobre.
O capitalismo favorece tão somente aos países ricos e às elites burguesas, detentores do capital e dos meios de produção. Para que haja uns poucos ricos (capitalistas) é necessário que milhares de pessoas fiquem pobres e vendam sua força de trabalho aos donos do capital.
Mesmo passando a receber salário, o operário permanece na condição de escravo. Ou então não seria considerado escravo do capital quem passa dificuldades a vida inteira, porque não tem renda suficiente para satisfazer pelo menos as necessidades básicas suas e de sua família?
Também a mulher, que antes podia cuidar melhor da casa e dos filhos, conquista (?) o “direito” de ser serviçal (escrava) do capital. Aliás, já servia à burguesia como procriadora dependente. Além de ela ganhar menos, sua participação no mercado de trabalho faz com que o salário do homem seja reduzido significativamente. E com mais mão-de-obra barata, a acumulação capitalista fica cada vez mais garantida e reforça o poder político dos grupos dominantes.
O desemprego elevado no mundo todo é consequência também dessa ampliação (ou duplicação: homem mais mulher) da oferta de mão-de-obra.
Ainda que assalariado, muito trabalhador não consegue acumular recursos para adquirir sequer uma casinha decente. Pouquíssimos despossuídos, incluso aí os empregados, têm a chance de sair da base da pirâmide social.
E as lideranças inocentes (?) da classe operária ainda acham que nova redução da jornada de trabalho seria a melhor solução para gerar mais empregos. Seria muita ingenuidade acreditar que os capitalistas não reduziriam salários ou não usariam de instrumentos legais ou subterfúgios governamentais para assegurar, de qualquer forma, a manutenção dos lucros.
Melhor seria para a sociedade se o trabalhador (ou trabalhadora) fosse bem remunerado, com salário suficiente para sustentar sua família dignamente, sem depender de donativos governamentais minguados.
Mas a oligarquia usa o Estado, inclusive sob governo paternalista, para achatar salários e garantir lucros aos donos do capital. Isso tem acontecido com os governos brasileiros, independente de bandeiras políticas.
E nestas eleições, políticos trabalhistas e pseudo-socialistas, entre outros candidatos à Presidência do Brasil, têm prometido manter e, até mesmo, aumentar os míseros benefícios (ou esmolas?) dados para os pobres trabalhadores. O proletariado e demais classes desfavorecidas deveriam repugnar isso.
É preciso entender que os governantes e as elites dominantes, com a complacência da mídia subserviente – que quase sempre se mostra parcial e tendenciosa –, defendem o capitalismo e a (falsa) democracia simplesmente para manter o "status quo", porque isso serve aos seus interesses, não à maioria das pessoas.
Não existe possibilidade de todas as nações e a totalidade das pessoas tornarem-se ricas. É impossível distribuir renda sem que seja tirada uma parte daqueles que têm muito para dar aos que têm pouco ou nada. Enquanto não houver um sistema mais equitativo não se resolve os conflitos sociais.
Se o governo aplicasse um sistema tributário em que os ricos pagassem proporcionalmente tanto de imposto quanto as classes inferiores da sociedade, já teríamos resolvido grande parte das disparidades sociais.
Se o socialismo mostra-se ineficiente, o sistema capitalista, por sua vez, não satisfaz a maioria das nações e das pessoas.
A aglutinação do socialismo e o capitalismo, extirpando o que há de ruim de ambos os sistemas, ou o surgimento de um novo modelo de sociedade poderia resolver o grande dilema dos povos.
Quem sabe ainda veremos a redução da corrupção e teremos um novo sistema que minimize as desigualdades e injustiças sociais no Brasil e no mundo.
Devemos entender ainda que os capitalistas (banqueiros, empresários, fazendeiros) não doam tanto dinheiro para os partidos e candidatos políticos sem esperar nada em troca. Eles investem na eleição para obter vantagens depois e ganhar muito mais que gastaram, independentemente de quem seja vencedor.
Para votar certo, de verdade, o eleitor não pode se deixar levar pelas falácias de políticos ladrões, especialmente daqueles dissimulados de cordeiro, e não engolir o engodo político do capitalismo.
Nelson Heinzen,
Itajaí – SC.
[DL, 30/09/2010, p. 19]
=> Para ver um exemplo infundado, ilógico, inválido de defesa do capitalismo, sob o título "Socialismo e Comunismo: Experimento Interessante Ocorrido em 1931", clique aqui.

segunda-feira, julho 26, 2010

Flamengo tem imagem arranhada?

A mídia noticiou que o Clube de Regatas do Flamengo estaria pretendendo processar o goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, que está preso por suposto assassinato da ex-amante Eliza Samúdio, por prejuízos à imagem do clube.
Muitos flamenguistas certamente concordariam com uma ação judicial contra o guarda-redes Bruno, desde que no processo de reparação por danos à imagem do Mengão fosse incluída a dupla de atacantes do "Império do Amor" (Adriano e Vagner Love - que deixaram recentemente o clube), que também colocou o Rubro-negro nas páginas policiais.
Embora muita gente ache que os clubes não seriam culpados pela conduta errada de seus atletas fora de campo, na vida particular, o Flamengo, como qualquer outro clube, erra quando mantém contrato com jogador irresponsável, inconsequente, marginal que denigre a imagem da instituição.
O momento conturbado, causado inclusive pelo episódio do goleiro desafortunado, deve servir para o Flamengo pôr ordem na casa e colocar ponto final nessas situações de escândalos de jogadores dentro e fora do clube.
Além de uma Administração honesta, competente e laboriosa, o que mais importa para engrandecer o Fla e para orgulhar e alegrar a nação rubro-negra é montar um time competitivo, capaz de conquistar vitórias e títulos, com equipe técnica e atletas capacitados, corretos e responsáveis.
O Mengo é grandioso, com certeza superará as turbulências momentâneas e voltará a triunfar, como espera a torcida flamenga.
Sua imagem realmente sai arranhada com o caso Bruno, mas não tão danificada a ponto de resultar em prejuízos irreparáveis à instituição Flamengo.
Nelson Heinzen,
Itajaí – SC.
[DL, 26/07/2010, p. 19]
=> Para ver o artigo “O Brasil do sucesso traiu o goleiro Bruno” [relação da tragédia com a sociedade hipócrita], do botafoguense Carlos Lopes, clique aqui.

terça-feira, maio 25, 2010

Vovozinha na Ilha das Bruxas

Estava a vovozinha passeando na casa do genro - torcedor fanático do modesto time da figueira e do clube mais popular do país - e da prole feminina, na capital de seu estado de nascimento, que ficava localizada na ilha das bruxas, que outrora pertencera aos aborígines carijós e aos conquistadores ibéricos.
Diz a lenda que enquanto esperava chapeuzinho vermelho chegar, ou melhor, aguardava a segunda neta vir à luz, a vovozinha - que já tinha dois netos de sexos opostos - passava o tempo fazendo crochê.
Como a filha mais velha não podia caminhar muito, porque estava por parir em breve, a vovozinha semi-idosa, preocupada com a saúde, fazia caminhadas numa bela praia insular, acompanhada da filha mais nova e esbelta.
A velhota esperta estava certa de que os exercícios físicos reduziam o estresse, causado pela reclusão prolongada em ambiente restrito, sem variação de atividades nem diversão e nem contato direto com pessoas diferentes, e pela saudade do vovozinho - torcedor sofredor de um mediano time de futebol com o nome de um famoso navegador lusitano -, que ficara (em casa) na terra natal da pré-anciã, cuja cidade levava o nome de uma santa (a bela senhora que teria aparecido a dois pastores infantis há mais de século e meio em uma montanha alpina de um país do velho mundo, a que passaria a pertencer a cidade natal do guerreiro intercontinental que casara com a glorificada heroína da capital juliana) de um de seus santuários.
A vovozinha experiente falava que não se deveria contrariar as leis da natureza.
Ela dizia que as pessoas deviam aprender a esperar as coisas acontecerem no seu devido tempo.
E a velhinha inteligente recomendava que bruxa grávida ou qualquer outra gestante não deveria abortar (no sentido de abreviar) só para satisfazer um capricho, uma fantasia estapafúrdia ou interesse insublime.
E você, leitora ou leitor consciente, concorda ou não com o pensamento e os ensinamentos da sábia vovozinha?
Nelson Heinzen,
Itajaí – SC.
=> Para ver a história da aparição de uma santa, clique aqui.

domingo, maio 09, 2010

A Taça das Bolinhas é do Flamengo!


Taça das Bolinhas

Zico com a Taça das Bolinhas após título brasileiro de 1983.


A chamada Taça das Bolinhas, envolvida em grande controvérsia, seria entregue definitivamente ao clube que primeiro conquistasse o Campeonato Brasileiro de Futebol três vezes consecutivas ou cinco de forma alternada. Nesse cômputo não se inclui título da Copa do Brasil.
A pendenga da Taça das Bolinhas teria origem em 1987, ano em que o Clube de Regatas do Flamengo sagrou-se campeão da Copa União, competição organizada pela "União dos Grandes Clubes do Futebol Brasileiro - Clube dos Treze", porque a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), por falta de recursos financeiros, havia desistido de realizar o campeonato nacional.
A Copa União (Módulo Verde) seria disputada pelos times do Clube dos Treze (Atlético Mineiro, Bahia, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Internacional, Palmeiras, Santos, São Paulo e Vasco da Gama) mais três clubes convidados (Coritiba, Goiás e Santa Cruz), totalizando assim 16 equipes participantes do Campeonato Brasileiro de 1987 da primeira divisão, conforme determinação da CBF.
Da Copa Brasil (Módulo Amarelo) desse ano participariam também 16 equipes: América-RJ (que, em protesto, desistiu da competição), Atlético-GO, Atlético-PR, Bangu, Ceará, Criciúma, CSA-AL, Guarani, Inter de Limeira, Joinville, Náutico, Portuguesa, Rio Branco-ES, Sport, Treze-PB e Vitória-BA.
Com o intento de conciliar interesses e se apaziguar (?) com o Clube dos Treze, a CBF inventou o artifício de o título nacional daquele ano ser decidido em um quadrangular final, que seria disputado pelos campeões e vices dos módulos Verde (Flamengo e Internacional) e Amarelo (Sport e Guarani).
Situação semelhante haveria se a CBF não reconhecesse o título de campeão brasileiro da Série A (primeira divisão) conquistado pelo Flamengo em 2009 – tornando-se hexacampeão nacional legítimo (1980, 1982, 1983, 1987, 1992 e 2009), como, aliás, tem sido proclamado pela TV Globo e por outros veículos de imprensa –, e quisesse obrigar o time rubro-negro a decidir de novo o título nacional em confronto com o Vasco da Gama, campeão da Série B (segunda divisão) no ano passado.
O Clube dos Treze – composto atualmente por 20 equipes, incluindo o Sport Clube Recife –, com a anuência de todos os membros da associação, inclusive do São Paulo Futebol Clube, não concordou com a proposta descabida da CBF, e a tal decisão esdrúxula em um quadrangular final não aconteceu.
O Flamengo, computando o irrefutável título de 1987, conquistou o pentacampeonato brasileiro em 1992, e, consequentemente, o direito de posse da Taça das Bolinhas, que deveria ter-lhe sido concedida naquela oportunidade. Não obstante, a CBF mantém injustificavelmente o troféu guardado até hoje.
O São Paulo, signatário da decisão contraposta do Clube dos Treze, em ação incoerente e injusta, de forma antiética e imoral, reivindica a dita Taça, por ter se tornado pentacampeão em 2007, quinze anos depois de igual conquista do Flamengo.
Mudança de posição e descumprimento de compromisso assumido, inclusive com papel assinado, são coisas corriqueiras no campo político e futebolístico.
Se o Clube dos 13 e o próprio Flamengo estivessem errados, por que o senhor Ricardo Teixeira, presidente da CBF, não entregara a Taça das Bolinhas para os "bambis" em 2007, assim que o São Paulo conquistou o seu quinto título brasileiro? Não o fez, simplesmente pelo fato de que não existiria embasamento legal para destinar o troféu aos são-paulinos. Isso ratificaria o inquestionável direito do Flamengo à Taça das Bolinhas.
É sabido que Ricardo Terra Teixeira, 62 anos – que se elegeu presidente da CBF pela primeira vez em 1989, e se mantém no cargo até hoje, 21 anos depois –, ambiciona a cadeira que fora ocupada por seu ex-sogro e ex-presidente da Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA), Jean-Marie Faustin Godefroid de Havelange, o João Havelange, 94 anos. Havelange, hoje presidente de honra da Fifa, dirigiu esta entidade por 24 anos (1974-1998). Antes disso, o cartola nonagenário foi vice-presidente (1956-1958) e durante 17 anos (1958-1975) ocupou a presidência da Confederação Brasileira de Desportos (CBD), organização precursora da CBF.
Mas antes de concorrer à almejada presidência da Fifa – entidade máxima do desporto-rei mundial, com sede em Zurique, na Suíça –, após a Copa do Mundo de 2014, quando terá completado 25 anos à frente da direção da CBF, o mandatário maior do futebol brasileiro pretende colocar em seu lugar uma pessoa de absoluta confiança da sua patota.
Podemos imaginar do que esses dirigentes esportivos são capazes para dar as cartas no mundo do futebol por tanto tempo. É notório que cartolas politicalhos e oportunistas modificam e manipulam estatutos e regulamentos conforme seus interesses. Derivaria de uma absurda manobra regulamentar a questão pendente há tanto tempo da Taça das Bolinhas.
Entre as pessoas confiáveis dele (Ricardo) para presidir a CBF estariam Kléber Leite, ex-presidente do Flamengo, e Marcelo Campos Pinto, executivo da Globo Esportes – da Rede Globo, que possui demasiado controle sobre o futebol brasileiro, obrigando os times a jogarem após às 21h45, para não atrapalhar a transmissão de telenovela e reality show bestial, exibidos em horário nobre da TV.
Os dirigentes inescrupulosos e irresponsáveis não estão nem aí para o torcedor apaixonado que gosta de ir ao estádio de futebol para ver o seu time jogar. Os executivos inconsequentes não se importam nem um pouco com o trabalhador brasileiro que precisa levantar cedo no dia seguinte, ou no mesmo, pois muitos jogos terminam depois da meia-noite. Não é à toa que os clubes estão falidos e o futebol brasileiro está decaindo cada vez mais.
Para concretizar seu projeto (ou negócio) monstruoso, o grupo dominante do futebol brasileiro (leia-se Ricardo Teixeira, João Havelange e dirigentes da Rede Globo, entre outros) precisaria tomar também o comando do Clube dos Treze. E no projeto de poder dessa facção perversa se inclui ainda o controle da Confederação Sul-Americana de Futebol.
Então, com o escabroso propósito de domínio integral (da área) do desporto-rei, os coronéis deletérios do futebol tupiniquim lançaram Kléber Leite, ex-dirigente rubro-negro, como candidato à presidência do Clube dos 13, na disputa com Fábio Koff, que buscava a reeleição.
Apesar da pressão da TV Globo, do montante extraordinário de dinheiro da CBF dado pelo mandachuva Ricardo Teixeira para alguns clubes de futebol, e de outras vantagens prometidas a presidentes de clubes – como, por exemplo, o cargo de chefe da delegação brasileira na Copa da África do Sul, oferecido a Andrés Sanchez, presidente do Corinthians –, Koff derrotou o competidor Leite no pleito realizado em 12 de abril deste ano, por doze votos a oito. Com certeza, foram oito votos de cartolas corruptos, incorretos e interesseiros.
Vale ressaltar que entre os que votaram contra o flamenguista Kléber Leite, candidato do mandarim Ricardo Teixeira, está a própria presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, e o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio.
Só por que a flamenguista Amorim tomou a atitude corajosa de votar contra o candidato do todo-poderoso "Ricardinho", este (ou a CBF?) resolve retaliar o Flamengo, declarando que agora daria a Taça das Bolinhas para o São Paulo?
E seria também pelo mesmo motivo de o são-paulino Juvêncio ter votado no opositor deles (Kléber e Ricardo), que o “doutor” Teixeira estaria fazendo tudo para que o Estádio do Morumbi, que pertence ao São Paulo, seja excluído da lista de estádios que sediariam jogos da Copa do Mundo no Brasil. Ou deseja ele pelo menos impedir que o jogo de abertura da Copa 2014 seja realizado no estádio são-paulino. O jogo de encerramento do Mundial deverá acontecer no Estádio Mário Filho (Maracanã), no Rio de Janeiro.
É bom lembrar que o presidente da CBF mais de uma vez ameaçou entregar a “taça da discórdia” para o São Paulo, mas diante de protestos da massa flamenguista sempre recuou da ideia de cometer tal barbaridade e injustiça. Isso comprovaria que a decisão delirante do cartola-mor brazuca de dar a Taça das Bolinhas aos são-paulinos seria estritamente política, ou seja, sem qualquer fundamento técnico e jurídico.
Aliás, vale destacar que – com o reacendimento da famigerada polêmica após a eleição do Clube dos Treze, em que Fábio Koff foi reeleito presidente – o perdedor Kléber Leite, ex-mandatário rubro-negro, enviou carta à presidência do Flamengo afirmando veementemente o direito do clube à Taça das Bolinhas.
Portanto, verifica-se mais uma vez a inconsistência, a incoerência e a incongruência da presidência da CBF. Isto é, do ditador Ricardo Teixeira, ao querer, como represália, entregar hoje a Taça das Bolinhas para o São Paulo.
Caso essa imperdoável arbitrariedade seja levada a efeito, além de um contra-senso, seria um desmando e uma leviandade da cartolagem politiqueira. Esperamos que haja juízo e não seja praticado esse ato infundado, indecoroso, insensato.
A vingança do autoritarismo desportivo-futebolístico tem que ser derrotada pela vitória da verdade. O troféu conhecido como Taça das Bolinhas é verdadeiramente, de fato e de direito, do Clube de Regatas do Flamengo e da Nação Rubro-Negra.
Nelson Heinzen,
Itajaí – SC.
[DL, 03/05/2010, p. 14]
=> Para ver matéria no site da Editora Abril, clique aqui.

sábado, abril 04, 2009

Vereadores imbecilóides

Representantes do povo e apresentadores televisivos, entre outros, têm falado bobagens e criticado a Administração Municipal anterior, por ter aplicado a cor vermelha em várias obras realizadas na cidade de Itajaí.
Embora seja prática comum da maioria, senão de todos os governantes municipais, estaduais e federal, os cidadãos brasileiros, eleitores e não-eleitores, realmente deveriam condenar a colocação de “marca” política em patrimônio público.
Enfatizamos que nas construções, nos equipamentos, nos materiais e nas demais coisas públicas teriam que ser empregadas apenas as cores dos símbolos (armas, bandeira, brasão, etc.) do município, do estado e do país. Ou não sendo possível, que pelo menos não se utilize as cores de bandeiras de partidos políticos.
Agora, o que não podemos aceitar é que vereadores ignorantes critiquem o governo Volnei José Morastoni (PT, 2005-2008), por ter pintado as linhas delimitadoras das ciclofaixas (que não são ciclovias, como sempre temos dito) na cor vermelha.
Os atuais e os ex-vereadores imbecilóides, alguns dos quais advogados, têm dado clara demonstração de que não leram (ou se o fizeram, não apreenderam) o novo Código de Trânsito Brasileiro - CTB (Lei n.° 9.503, de 23 de setembro de 1997).
Os vereadorzinhos tolos, incluso os que fizeram parte do governo Jandir Bellini (PP), em seu primeiro (1997-2000) e segundo (2001-2004) mandatos, deveriam, isso sim, ter criticado à época a pintura das linhas delimitadoras das ciclofaixas na cor amarela – em desacordo com o CTB, que diz que deve ser de cor vermelha.
E por falar em símbolos pátrios, esses paladinos da ignorância, inclusive membros de outras câmaras municipais e deputados estaduais, não se importam com a ilegalidade cometida pelo governo Luiz Henrique da Silveira (PMDB), que desfigurou o estandarte do Estado de Santa Catarina; para usar ilegitimamente o símbolo maior dos catarinenses para fazer propaganda político-partidária? E esse crime execrável, senhores politiqueiros, consta do processo de cassação do governador peemedebista Luiz Henrique?
Se não são conhecedores nem defensores da Lei, como se tem observado, os “nobres” edis teriam a obrigação de, no mínimo, consultar as normas antes de sair por aí falando asneiras e fazendo críticas errôneas e infundadas.
E pensar que os politicalhos abestalhados que estão ou estiveram na Câmara Municipal também são ou eram responsáveis pela elaboração de leis que regulam a vida da cidade.
Como formadores de opinião, os profissionais da mídia não deveriam incorrer no mesmo erro dos vereadores imbecilóides de Itajaí e de outros municípios de Santa Catarina e do Brasil.
Nelson Heinzen,
Itajaí – SC.
[DL, 04 e 05/04/2009, p. T28]

segunda-feira, março 09, 2009

Sobre o DC [Coitada da moça!]

Eu discordo de muita coisa que Luiz Carlos Prates, colunista do jornal Diário Catarinense e comentarista da RBS TV diz, mas concordo plenamente com sua crônica intitulada "Coitada da moça!", por considerar o assunto deveras salutar para toda e qualquer pessoa, homem ou mulher, pai ou mãe, filho ou filha, jovem ou não.
Nelson Heinzen,
Itajaí -SC.
[DC, 09/03/2009, p. 29]
=> Veja, abaixo, a crônica de Luiz Carlos Prates.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Casas fajutas para os flagelados

Governantes municipais, estaduais e federal e outros políticos demagogos e demais indivíduos inescrupulosos e oportunistas procuram tirar proveito da desgraça pública.
Sabemos que uma porção dos donativos (materiais) não chega às mãos das pessoas necessitadas. E igualmente às verbas públicas, muito do dinheiro de doações para ajudar os flagelados e reparar prejuízos causados pelas enchentes será desviado.
Como sempre acontece, boa parte dos valores financeiros doados pelos brasileiros e estrangeiros solidários – comovidos com a calamidade provocada pelas cheias em vários municípios do Estado de Santa Catarina – está sendo mal empregado.
Citamos como exemplo as “casas” que estão sendo feitas para os flagelados no bairro da Murta, na cidade de Itajaí. São seis casinholas de 30m² construídas em pinus (pinus elliottii) - inclusive as estacas -, madeira imprópria para essa finalidade.
Porque mesmo que seja tratada quimicamente, prolongando um pouco sua durabilidade, a madeira de pinus apodrece fácil em contato com a umidade e também é atacada por cupins. É, portanto, um material que não presta para a construção de casas na nossa região.
Além disso, com exceção do banheiro, as casinhas são fabricadas inteiras com materiais inflamáveis. Em caso de incêndio numa delas, além da habitação sinistrada da própria família moradora, também as dos seus vizinhos correm o risco de serem destruídas pelo fogo devido a pouca distância entre as mesmas.
E, pior, os barracos de madeira tomaram o lugar de casas de alvenaria de 42m², que fariam parte de um conjunto de 82 unidades habitacionais em construção no mesmo terreno.
Apostamos que os inundados contemplados não vão ficar muito tempo morando nos diminutos casebres de pinus – que “parecem casinhas de boneca”, como disse uma apresentadora de TV nacional em visita à primeira família instalada no local. Certamente essas pessoas vão querer mudar-se para casas de alvenaria no mesmo aglomerado, maiores e mais decentes, tão logo estas fiquem prontas.
Conjeturamos, assim, que os barracos de madeira de qualidade duvidosa lançados como definitivos na Murta, serão demolidos num futuro próximo.
Ainda que fosse uma solução provisória, o conjunto de casinholas de madeira deveria ter sido construído em outro terreno do Município. Pois aquela área também foi inundada pela cheia de novembro deste ano [de 2008], com lâmina d´água de mais ou menos um metro.
Aliás, ao invés de aplicar nos casebres de madeira, o dinheiro provindo dos doadores deveria ter sido investido na conclusão – no caso da Murta – das casas de alvenaria inacabadas do conjunto ali existente, algumas das quais já cobertas, que prontas ficariam em menos tempo e com gastos menores. [Se existe legislação impedindo isso, que detone-se a lei!]
Conforme noticiado na mídia, pelos planos dos bem-intencionados dirigentes (ou pelo menos acreditamos que assim o sejam) de uma grande emissora de televisão brasileira – que lançou campanha nacional de arrecadação de dinheiro para reconstruir Santa Catarina –, seriam edificadas milhares (a realidade indica que serão apenas algumas dezenas, talvez centenas) de “casas” iguais às levantadas na Murta, em vários municípios, para os barrigas-verdes desabrigados pelas enxurradas e pelos deslizamentos de terra devido a várias semanas consecutivas de chuva.
Enfatizamos que não interessa ao povo de Santa Catarina bater recorde (record, em inglês) de casas mal construídas. Ainda que em menor quantidade, seria mais importante construir casas em tamanho maior e de melhor qualidade e mais seguras.
O propósito primeiro deste escrito seria instigar os benfeitores (?) televisivos e as autoridades a rever o projeto de construção de casas populares para os flagelados. Não é admissível que o dinheiro angariado seja empregado em habitações mal feitas, e plantadas em áreas que sofrem inundação. Temos que evitar que novos habitáculos de qualidade inferior sejam erguidos em Itajaí e em outras cidades catarinenses.
Tanto as pessoas que fazem doações voluntárias quanto as beneficiárias de donativos e casas de habitação merecem mais respeito. O desmazelo dos responsáveis pela gestão dos dinheiros doados é condenável. Exigimos mais responsabilidade e correção dos nossos governantes e de quem mais envolver-se na reconstrução e recuperação do nosso Estado, especialmente quanto a aplicação dos importantes recursos solidários.
Nelson Heinzen,
Itajaí – SC.
[DL, 27/02/2009, p. 14]

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Coitada da moça!

"Ah, todo mundo faz, por que eu não posso fazer?
– Se todo mundo está fazendo e eu tenho vontade de fazer, por que não?
E em assim pensando multidões de jovens atiram-se nas águas sujas da piscina dos modismos. Exemplo? Pois não, e muitos. Piercings e tatuagens.
Venho a este assunto porque ontem passei por uma jovem mulher, quase posso chamá-la de garota, uma representante desses tipos sujos, “alternativos”, desses tipos que só vão valorizar pai e mãe quando eles estiverem mortos. Isso se o fizerem, e olhe lá... A tal mulher, numa prova de desleixo existencial, de falta de respeito por si mesma, estava sentada num beira de calçada, carregava uma mochila. Devia estar esperando alguém, uma condução ou juízo para melhorar a cabeça. Não sei. Só sei que notei-lhe tatuagens por onde a pude ver. Coitada, que baixa autoestima, que miserável existencial. Ou acaso será diferente disso quem transforma seu corpo numa parede de penitenciária? Um corpo cheio de riscos, de desenhos, de nadas...
Fiquei pensando naquela mulher na velhice. Que coisa ridícula, que tristeza uma velha toda riscada pelo corpo. Sim, porque aquelas pinturas todas pelo corpo dela só se vão na sepultura, só então. Uma velha cheia de tatuagens, que ridículo. Sim, ela um dia será uma velha. Enquanto não o é, é uma figura triste. Como tristes são todos os jovens que não se respeitam, que fumam, que cheiram drogas, que se entorpecem com todo tipo de bebida, que precisam de “bengalas” químicas para poder enfrentar os vazios de suas vidas vazias. Mas tudo pode ser diferente, ah, que pode, pode.
Basta querer e ter um pouco de consciência. Como dizia Nelson Rodrigues, juventude é um mal que passa. E acrescento: e passa rápido. Envolver-se com estudos, trabalhos, artes, ciências, boa linguagem, asseios no corpo físico e cuidados de espírito fazem qualquer jovem atraente, bonito, bonita e, mais que tudo, de uma “riqueza” duradoura. Nada tendo do que se arrepender mais tarde. Tão simples, são “caretamente” simples, mas tão eternamente gratificante. E quem não pode? Os pífios não podem, os que seguem os rebanhos da moda não podem, os que não se respeitam não podem.
Será que aquela triste moça da beira da calçada se acha bonita toda riscada, toda desenhada pelos braços, pescoço, imagino que até em outra áreas do corpo, será? Coitada.
Talvez proteste contra os pais, se o fizer vai se arrepender até o fio dos cabelos. Quem machuca os pais, não tenha dúvida, leitora, vai direto para a ardência do cão..."
LUIZ CARLOS PRATES,
Diário Catarinense, 18/02/2009, p. 2.
=> Para ver no site ClicRBS, clique em: Coitada da moça!.

quinta-feira, agosto 07, 2008

Protesto Alaranjado!

Não podemos permanecer passivos e ser coniventes com a violência.
Os abusos contra os direitos humanos em qualquer parte do planeta devem ser condenados pelos povos de todas as nações.
São inadmissíveis o massacre de milhares de cidadãos no Iraque em decorrência da injustificada invasão pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha – imperialistas inescrupulosos e açambarcadores –, a matança causada pela guerra civil em Myanmar (ex-Birmânia), a repressão e o genocídio perpetrados pela China no Tibete, entre muitas outras atrocidades havidas nos quatro cantos do globo, em conseqüência de guerras e conflitos civis.
E não esquecendo da violência cotidiana que impera na cidade e no campo, ceifando quantidade inumerável de vidas humanas no Brasil e no resto dos países da Terra.
Nenhuma circunstância justifica as barbáries da civilização (?) humana.
Se, isoladamente, não temos como praticar ações mais efetivas para debelar os crimes abomináveis do mundo, podemos ao menos manifestar nossa indignação e contribuir, ainda que minimamente, com todo e qualquer movimento legítimo contra violação de direitos humanos.
Por isso, defendendo a eqüidade, a liberdade, a não-violência e a soberania das nações, apoiamos o The Color Orange e os ativistas e manifestantes que pretendem realizar protestos em prol dos direitos humanos usando roupas e objetos de cor laranja durante a realização das Olimpíadas de Pequim 2008.
Nelson Heinzen,
Itajaí – SC.
=> Você também pode participar junto ao site do The Color Orange.

sábado, março 22, 2008

Dia Mundial da Água

No dia 22 de Março celebra-se o Dia Mundial da Água.
O que que cada um de nós tem feito pela preservação da água?
Reflitamos sobre como fazemos uso da água no dia-a-dia.
Nelson Heinzen,
Itajaí -SC.
=> Clique no título acima e veja uma apresentação em flash, do Ministério do Meio Ambiente.

quinta-feira, março 20, 2008

Escrevendo errado na internet

A carta pessoal e a correspondência comercial em papel têm sido substituídas, com certa vantagem, pelo e-mail (mensagem eletrônica), devido sobretudo ao custo menor do correio eletrônico e à celeridade com que a mensagem chega ao destinatário.
Impressionante o número de e-mails recebido com texto incorreto. Nota-se que no ‘electronic mail’ (email) os escrevinhadores, muitos escolarizados e com bacharelato, são mais descuidados, não se sentem obrigados a expressar-se corretamente.
Em parte, a ausência de acentos e pontuações e a aglutinação e abreviações de palavras seriam decorrentes do uso da linguagem dos internautas - a qual os conservadores renegam -, muito empregada em mensageiros instantâneos de internet, salas de bate-papo, diários e comunidades virtuais.
A maneira “esdrúxula” dos internautas, em sua maioria adolescente, se expressarem – usando neologismos ininteligíveis para os mais velhos ou menos atualizados – tem prejudicado sensivelmente o aprendizado da nossa língua oficial, a língua portuguesa, haja vista que escolares e vestibulandos têm entremeado expressões da linguagem típica da internet em trabalhos, redações, provas.
Mas há que se separarem esses ambientes internéticos, em que talvez seja aceitável trocar a qualidade pela agilidade na comunicação, do mundo real – do qual o e-mail também faz parte –, onde as regras gramaticais devem ser respeitadas.
Entendemos que o teor da mensagem pessoal - ou não - deva ser mais importante que a ortografia, e que além da informação, transmita (se objetivado) o sentimento do escrevedor.
Mas escrever correto o português é deveras salutar, e as pessoas deveriam preocupar-se mais com isso, mesmo ao rabiscar uma mensagem eletrônica informal e singela destinada a seu próximo.
Para não cometer erros crassos na escrita, inclusive na redação de e-mails, seria essencial consultar o pai-dos-burros (dicionário). Com isso, maltrataríamos menos a nossa língua pátria e agradaríamos mais nossos leitores.
Enfim, devemos sempre procurar escrever corretamente, ou se inerudito, minimizar os erros de português. Vale ressaltar que os maus escritos prejudicam a imagem da pessoa ou empresa, e podem resultar na perda de negócios, empregos e outras oportunidades importantes.
Nelson Heinzen,
Itajaí – SC.
[DL, 19/03/2008, p. T20]

sábado, março 08, 2008

Dia Internacional da Mulher

"A data de 8 de março como Dia Internacional da Mulher começou a ser comemorado em 1910 e foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1977, convertendo-se no símbolo de uma longa história de reivindicações como o direito ao voto, a legalização do aborto e, ainda hoje em dia, a igualdade trabalhista."
Infelizmente, assim como a grande maioria de homens despossuídos, "[...] as mulheres ainda devem lutar por seus direitos fundamentais reconhecidos ou acabar com a violência e as persistentes desigualdades de que são vítimas".
A tão decantada DEMOCRACIA não passa de balela. Não existe igualdade de bens, de direitos, de nada.
A maioria das pessoas e dos países são pobres, e assim permanecerão por muito tempo ainda.
Que 'Democracia' é essa que, em pleno Século 21, constrói uma muralha em suas fronteiras, como faz os Estados Unidos, para impedir que brasileiras e brasileiros e outros latino-americanos possam participar das 'benesses' (ou ser escravos?) do capitalismo selvagem estadunidense???
Vale lembrar que, em 1989, o Muro de Berlim foi derrubado por pressão estrangeira, inclusive dos Imperialistas Yanques.
Que as MULHERES e os homens do mundo inteiro, desejosos de dias melhores para todos os povos, persistam na luta pela eqüidade absoluta, independente de nacionalidade, raça, etnia, língua, cor, credo ou sexo.
Nelson Heinzen,
Itajaí-SC.
=> Para ler mais, clique no título do texto.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Incréus com a razão

No artigo “A moda Deus”, publicado no jornal A Notícia, seção Opinião (8/12, página 2), embora com propósito diverso, o teólogo Leonardo Boff confirma que a religião não passa de fantasia, de utopia, de abstração – não obstante muita gente acredite em milagre, noutra vida ou na vida eterna proclamadas pelos pregadores e doutrinantes religiosos.
O número elevado de seguidores das várias igrejas – incluindo as seitas extremistas – evidencia que a maioria das pessoas não consegue viver sem crenças ilusórias. E é disso que se aproveitam os missionários e exploradores da fé popular.
Se Boff e os demais crentes estivessem com a razão ao defender os princípios religiosos, também deveriam acreditar que, utilizando-se apenas de seus dotes naturais, poderiam, entre outros atos sobrenaturais, caminhar normalmente sobre as águas dos oceanos, voar literalmente pelos espaços aéreos, trespassar matérias sólidas, transpor-se instantaneamente de um ponto a outro (longínquo) do universo.
Quem prima pela racionalidade – pensa e age com a razão – não acredita em algo ilógico ou sem fundamentação concreta alguma.
Nelson Heinzen,
Itajaí.
[AN, 12/12/2007, p. 3]

sábado, março 03, 2007

Cultura Big Brother

Quem critica a qualidade da programação da televisão brasileira demonstra que pouco ou nada entende desse meio cultural colossal. Tudo que é transmitido pelas TVs, incluindo os programas enlatados importados, sem exceção, possui supremo valor informativo, instrutivo e cultural, além de proporcionar o melhor entretenimento a toda população tupiniquim.
O aprendizado, a formação, o aprimoramento das pessoas através da riquíssima programação televisiva em nosso país é tão extraordinário, tão fantástico, tão magnífico que ninguém precisaria freqüentar a escola e a universidade nem beber em fontes literárias para enriquecer-se culturalmente.
Basta observar que os espectadores de primeira classe - tidos como os seres mais inteligentes, os super bem informados, os que possuem bom senso crítico - não perdem nenhum programa excepcional televisionado. E um exemplo de programa espetacular de elevadíssimo teor cultural é o Big Brother Brasil (BBB), que este ano chega à sétima edição. Os altos índices de audiência fazem com que programas qualificados desse tipo fiquem no ar por muito tempo. E não é à toa que as novelas fazem tanto sucesso há décadas no Brasil.
O Big Brother é tão importante culturalmente para o povo brasileiro - em sua imensa maioria cidadãos eruditos - que, além do programa diário, em horário nobre, e de outro direcionado a adultos na tevê aberta global, de madrugada, denominado "BBB só para maiores", e de conteúdo exclusivo no pay-per-view da televisão por assinatura e na internet, a TV Globo e suas afiliadas - emissoras/retransmissoras - ainda dedicam espaços abundantes em telejornais e em vários outros programas para falar e mostrar cenas do reality show. Não esquecendo ainda das incontáveis chamadas nos intervalos comerciais convidando o público a assistir o espetáculo e votar - pagando para isso - na eliminação de participantes. Também outras televisões e as demais mídias repercutem esse programa fenomenal. E os inteligentes telespectadores não devem perder as entrevistas dos intelectuais partícipes do BBB, porque os sapientes artistas globais expressam coisas absolutamente relevantes e dão exemplos primorosos para as gentes de todas as idades.
É impressionante como indivíduos não apreciadores da cultura Big Brother não conseguem entender porque os sujeitos extremamente cultos, que não perdem um BBB, por considerá-lo um programa altamente edificante, são contra o presidente da Venezuela, Hugo Chaves, por ele ter feito severas críticas à Rede Globo, acusando-a de ser cupincha dos imperialistas Yanques. Pensam aqueles incultos que o interessante reality show é bobice inútil, e não reconhecem que as TVs brasileiras - que cumprem rigorosamente sua obrigação de prestar um serviço de informação, educação e entretenimento de qualidade - preocupam-se unicamente em produzir conteúdos excelentes e/ou difundir programas de maior valor cultural.
Com o advento da televisão digital haverá melhoria da "telecultura" nacional, e os espectadores intelectualistas adeptos da cultura Big Brother - que se deliciam com os variados reality shows esplêndidos - poderão tirar máximo proveito do supra-sumo televisivo brazuca e aperfeiçoar os seus conhecimentos interagindo com esse e outros programas similares incrementados considerados de bom gosto.
Teria sido burrice da top model loira Gisele Bündchen dizer que não assiste TV porque ao invés de coisas inteligentes e criativas, as emissoras só fazem reality shows? E existem muitas outras pessoas mal alfabetizadas que nunca assistiram ao formidável Big Brother Brasil - que numa tradução livre quer dizer: Bizarro Bacanal Bestial - nem assistem a vários outros programas televisivos igualmente valorosos educativamente, preferindo permanecer alheias a essa cultura popular mundial.
Então, assim como a modelo gaúcha Gisele e tantos outros inalienados, este ignorante escriba também estaria errado em fazer crítica, ironia ou sátira de tão sublimes programas apresentados pelas responsáveis televisoras brasileiras?
Nelson Heinzen,
Itajaí - SC.
[DL, 02/03/2007, p. 17]

terça-feira, novembro 14, 2006

Barragem do Semasa

A Prefeitura Municipal de Itajaí e o Serviço Municipal de Água, Saneamento Básico e Infra-estrutura (Semasa) convidaram o público em geral para conhecer as obras da barragem de contenção da salinidade que está sendo construída – com recursos do Governo Federal – no rio Itajaí-Mirim novo (canal), a jusante do ponto de captação de água da estação de tratamento, no bairro São Roque, distando cerca de quinhentos metros a oeste da rodovia federal BR-101. É uma obra de engenharia especializada, de execução complexa e trabalhosa e bastante onerosa. Esperamos que o custo-benefício seja realmente positivo para a sociedade itajaiense.
O prefeito Volnei Morastoni e o diretor do Semasa, Marcelo Sodré, além de técnicos da autarquia municipal e engenheiros da empresa construtora, nos dias 11 e 12 de novembro, apresentaram a obra ao povo presente e deram explicações sobre a estrutura, que terá um sistema de comportas, e sua importância para solucionar o problema da salinidade na água que é fornecida às populações de Itajaí e Navegantes. As autoridades responderam a questionamentos de pessoas que lá estiveram, sobre a barragem e seu impacto ambiental naquela área, sobre os efeitos na água captada depois de concluída a construção, entre outras questões. Quando a barragem estiver pronta outras medidas serão tomadas para melhorar a qualidade da água de consumo, dentre as quais estaria a desativação do ponto de captação no rio Canhanduba, origem principal do mau cheiro da água que chega às nossas torneiras.
Uma das questões mais discutidas no evento de visitação foi o porquê de a água que os consumidores estão recebendo nos últimos tempos estar muito mais salgada. Essa água salobra contendo ainda outras impurezas, que seria imprópria para o consumo humano, imprestável para banho pessoal – inclusive com chuveiros elétricos dando choques e tendo resistências queimadas – e para lavagem de roupas e, até mesmo, inadequada para regar plantas. Pareceu-nos plausível o esclarecimento de Volnei Morastoni, de que a dragagem do rio Itajaí-Açu, para que navios de maior calado pudessem adentrar ao Porto, tivesse como efeito colateral a invasão (ou intrusão?) de maior quantidade de água do mar, independentemente de marés, ressacas, ciclones e outros fenômenos climáticos. Sob qualquer circunstância, a barragem deverá resolver definitivamente o problema da salinidade na água tratada. Demorará alguns meses até que a obra esteja concluída, mas ainda neste ano ela já deverá estar operando parcialmente, possibilitando melhora significativa na qualidade da água servida à população.
Ao falar das importantes ações que o atual Governo Municipal está promovendo no setor de abastecimento de água da cidade, o diretor Marcelo Sodré também deveria lembrar as pessoas de que o sistema de tratamento e distribuição de água de Itajaí, que estava em estado lastimável devido ao desleixamento da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), foi municipalizado pelo Governo anterior, tendo então o Semasa realizado várias melhorias nas estações de tratamento. Poderia até citar aquela malfeita barragem de troncos de eucaliptos plantados na mesma área da atual construção – na gestão do ex-diretor Luiz Carlos Pissetti –, que foi destruída pela primeira enxurrada, resultando só em dinheiro jogado fora.
Depois de pronta, além do estaqueamento e da barreira de proteção contra infiltração e erosão de aço enterrados sob o leito do rio, grande parte da estrutura de concreto da barragem ficará submersa, e não parecerá uma obra tão vultosa quanto será realmente. Deverá ser permitida a passagem de pedestres e ciclistas por sobre a barragem, que poderão ir de um lado do rio para o outro sem que precisem circular pela perigosa BR-101. Segundo Morastoni, a barragem pode se tornar um ponto turístico. Não cremos muito nisso. Mas se a obra, com operação eficiente de suas comportas, cumprir perfeitamente a função para a qual foi projetada já estará de bom tamanho. E a população se dará por satisfeita tendo disponível uma água tratada de primeira qualidade.
Quem esteve na barragem no sábado (11), à tarde, pôde observar que a quase totalidade dos visitantes eram pessoas humildes, que utilizaram o ônibus colocado à disposição pela Prefeitura Municipal para ir até o local. Pelo visto, as pessoas da classe média, que têm dinheiro para comprar água mineral para beber e cozer alimentos, e os ricos, que possivelmente usam água mineral até para manter a higiene pessoal, não estão muito preocupados com a construção da barragem. E do inexistente saneamento básico de nossa cidade eles também não querem saber? Ressalta-se que os ricos consomem mais água per capita. E são eles que mais desrespeitam a legislação e mais destroem o meio ambiente (no site do Semasa consta erroneamente "meio-ambiente", com hífen).
Vez por outra alguém inventa uma nova expressão para se referir a alguma coisa há muito conhecida pelo público geral ou numa linguagem técnica específica. E de repente a mídia inteira passa a empregar a novidade, que muitas vezes acaba se popularizando. A bobagem da hora, que até gentes cultas desconhecem o que seja, chama-se "cunha salina".
Nelson Heinzen,
Itajaí - SC.
[DL, 14/11/2006, p. 19]

sábado, outubro 28, 2006

Promiscuidade Política

Estamos vendo neste ano uma das campanhas políticas mais nojentas das últimas décadas. A situação política no Brasil é deplorável. O sistema político-partidário está putrefato. E o povo brasileiro anda frustrado com a classe política. Não existe ideologia. Não existe moral. Não existe ética. No vale-tudo da disputa político-eleitoral vê-se coisas indesejáveis, inimagináveis e inadmissíveis por qualquer cidadão de bem. Não pretendemos, aqui, falar de baixarias, de mentiras, de falsas promessas e nem de ataques ou disparatados golpes baixos de candidatos a adversários. Mas, sim, das relações promíscuas dos politicalhos.
Esperidião Amin (PP) foi eleito governador do Estado duas vezes apoiado por Jorge Konder Bornhausen (PFL). Vilson Kleinubing (PFL) elegeu-se governador com o apoio de Amin. Jandir Bellini (PP) tornou-se prefeito de Itajaí e foi reeleito com o apoio do PFL. Apoiado por Bellini, João Macagnan (PFL) foi derrotado por Volnei Morastoni (PT), prefeito eleito. Seria normal, portanto, o PP (ex-PPR e ex-PPB) e o PFL, partidos de direita (?), concorrerem juntos, haja vista que ambas as siglas originaram-se do PDS - Partido Democrático Social (ex-Arena).
Esquisito foi ver Jorge Bornhausen e sua trupe abandonar a candidata Ângela Amin (PP), e apoiar no segundo turno Paulo Afonso Vieira (PMDB), governador eleito. Alguém saberia dizer a que preço essas meretrizes políticas sem ideologia, sem ética, sem moral venderam-se? O escândalo da emissão de títulos públicos para pagamento de precatórios (escândalo das letras) que levou ao processo de impeachment do governador do PMDB (ex-MDB), explicaria como se arranjou dinheiro para pagar a adesão dessas prostitutas políticas do PFL, que se entregam ora para um, ora para outro. [Os profissionais do sexo certamente exercem sua atividade com muito mais dignidade que os nefastos politicalhos.] Diga-se, todavia, que existe pefelista com coerência política, como o prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinubing, que, contrariando os mandachuvas do PFL, não faz campanha para Luiz Henrique.
E a chamada tríplice aliança (PMDB/PSDB/PFL...) formada nestas eleições pelo Luiz Henrique da Silveira, velha raposa política, é a mais esdrúxula coligação da história de Santa Catarina. Num país sério, o ajuntamento escandaloso de tantos partidos díspares em torno de uma candidatura causaria espanto. Mas no Brasil atual, com tanta sacanagem acontecendo, a libertinagem política tem sido corriqueira. As vagabundas do PFL se entregam de novo ao PMDB de Luiz Henrique a troco de dinheiro (e pode isso?), de cargos e de outras benesses para si e seus companheiros. E Leonel Pavan (PSDB) renunciou a mais de quatro anos de mandato no Senado Federal a troco de quê? Só pela vaga de vice-governador é que não deve ser. Você, cidadão de bem, se abraçaria com traficante, com bandido, com gente mundana só para vencer na vida? O governador-candidato não sabe de nada ou finge que desconhece a má conduta de elementos da sua chapa. Aliás, como é que pode uma coligação de oito partidos ser denominada "tríplice aliança"? Haja imbecilidade! Isso é desrespeito e menosprezo do rufião e das prostitutas de luxo para com os acompanhantes de menor importância.
Todo mundo quer saber de onde o alcoviteiro, quer dizer, o governador, caso reeleito, tirará dinheiro para dar às tantas rameiras políticas que abraçaram sua candidatura. É certo que a promiscuidade entre o governador Luiz Henrique, se reconduzido ao cargo, e essa leva de politiqueiros bandidos custará caro ao povo barriga-verde. Para satisfazer a ganância de todos os abutres políticos - incluso os nanicos derrotados que, por uma vaguinha no covil, aderiram à patota de LHS no segundo turno - desse ajuntamento espúrio e sustentar o bordel do governo de Santa Catarina, o assalto aos cofres públicos terá que ser incomensurável. Mas gostaríamos que a roubalheira não ocorresse e que não fosse necessário mais um processo de impeachment de um governador do PMDB. Caso isso volte a acontecer, quem sofrerá as conseqüências será todo o povo catarinense. Infelizmente, é sobretudo com os votos do eleitores apedeutas que os politicalhos são eleitos e reeleitos.
Os cidadãos barrigas-verdes devem lembrar-se que na eleição passada Luiz Henrique elegeu-se governador com apoios de Luiz Inácio Lula da Silva e de José Fritsch (PT) no segundo turno. Depois das eleições, desconsiderando os votos dos eleitores petistas, o governador deixou o PT catarinense a ver navios. E nestas eleições o governador ingrato tampouco retribui a Lula da Silva o apoio recebido. Dado que, devido à tal da tríplice aliança, que nenhuma pessoa sensata consegue entender, o governador emedebista traidor está fazendo campanha para o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB). Em geral do político ladrão esperar o quê? Mentiras, corrupção, roubalheira, falta de ética. Se reeleito, o governador Luiz Henrique meterá o pé na bunda dos pefelistas, dos tucanos e dos demais apoiadores, como fez com os petistas após a eleição passada? Não é nessa gentalha que devemos confiar.
É bom lembrar ainda aos eleitores petistas que apesar de o PT ter candidato ao governo de Santa Catarina (Fritsch) e à Presidência da República (Lula) nestas eleições, o prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni, ainda antes de começar a campanha do primeiro turno já declarou apoio a Luiz Henrique, que está com o tucano Alckmin. Existem comentários de que Morastoni estaria trocando de partido. Ele iria para o PMDB? Isso se concretizando, estaria ele traindo todos aqueles eleitores que votaram nele várias vezes, que fizeram-no vereador, deputado estadual e prefeito de Itajaí. Pelo visto, o prefeito vermelhinho seria a mais nova prostituta política catarinense.
Devemos recordar também que Luiz Henrique elegeu-se governador malhando as oligarquias, da qual faz parte, segundo ele mesmo, os seus atuais parceiros do PFL. Como se explica Luiz Henrique ter se ajuntado agora com essa "raça" que não prestava? Quanto o governador LHS estaria pagando para o cacique sem-vergonha do PFL - que escreve artigo em jornal de circulação nacional cobrando a origem do R$ 1,7 milhão do dossiê sobre a Máfia dos Sanguessugas, surgida durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) -, ficar calado e ajudar a acobertar a origem e o destino da fortuna astronômica de R$ 2 milhões em dinheiro vivo apreendida recentemente pela Polícia Federal com Aldo Hey Neto, então assessor da Secretaria da Fazenda de Santa Catarina? Pelo jeito, de uma eleição para outra, os demônios teriam virado santos.
A aliança de politicalhos por toda Santa Catarina esperava eleger facilmente Luiz Henrique no primeiro turno, mas não logrou êxito. Isso mostra que o eleitor catarinense não é tão alienado nem tão bobo quanto eles pensam. Os eleitores espertos sabem que os politiqueiros safados querem o poder a qualquer custo. Depois, o povo que se exploda! O eleitor que detesta enganação, que é contra a corrupção, que não comunga com a conduta dos políticos fisiologistas salafrários que se vendem por dinheiro e por cargos para si e para os seus, haverá de condenar à derrota esse ajuntamento de indivíduos oportunistas sem caráter. Pense direito e veja em que tipo de gente você poderá estar votando.
Você, eleitor sério, quer que o palácio do governo do Estado seja um valhacouto de prostitutas políticas vadias? A você, eleitor honesto, essa gentalha vai continuar enganando? Caro Eleitor! Pense bem antes de decidir em quem votar. Há que se optar pelo melhor administrador, por aquele que tem mais condições de comandar direito o nosso Estado nos próximos quatro anos. Cabe, enfim, ao eleitorado barriga-verde decidir por um futuro melhor para todos nós, escolhendo corretamente o novo governador de Santa Catarina. E todo eleitor, com sabedoria e consciência, haverá de votar certo no dia 29 de outubro.
Nelson Heinzen,
Itajaí - SC.
[DL, 31/10/2006, p. T32]